terça-feira, 16 de junho de 2020

FULL BLAST Resgatado






BREVEs Gravação ao vivo do trio Full Blast realizada em abril de 2007 no Tonic, em Nova York, será (re)editada pela Trost Records em vinil...






Por Fabricio Vieira


O Tonic foi um clube em Nova York que ficou conhecido por abrigar muito da melhor música experimental feita enquanto existiu. Inaugurado em 1998 resistiu até 13 de abril de 2007, quando encerrou suas atividades. Uma das últimas apresentações realizadas e registradas na casa foi protagonizada pelo Full Blast. Então um ainda novo trio, criado por Peter Brötzmann (saxes, clarinete), Marino Pliakas (baixo elétrico) e Michael Wertmüller (bateria), o Full Blast subiu ao palco do Tonic no dia 11 de abril de 2007. 
O show foi gravado e editado à época como “semi-official bootleg”, como diz a Trost no release da nova versão do registro. Tratava-se de um CDR, bem simples, em embalagem de papelão e com um carimbo, na capa e no disco, indicando o que vinha ali. Em edição limitada e numerada de 300 cópias, a gravação era vendida apenas nos shows do trio. Quem esteve nas apresentações do Full Blast no Brasil, em junho de 2008, encontrou esta gravação à venda na banquinha no pós-show (eu comprei a cópia de número 43. Alguém mais tem uma cópia aí?).

Esta gravação, remasterizada por Martin Siewert, ganha agora uma versão à altura. Distribuído em vinil, Farewell Tonic mostra o Full Blast em seu alvorecer, época em que tinha lançado há poucos meses seu disco de estreia, que dava o tom e o rumo das apresentações. O CDR trazia 60 minutos de música dividida em sete partes. Nesta versão em vinil, são cinco partes. O que eram as faixas 1 e 2 no CDR, por exemplo, foram unidas como “Tonic 1” no disco a ser lançado. O Full Blast nunca perdeu sua explosiva potência, mas é incrível ouvir como eles estavam em seu pico incendiário nesses tempos primeiros, como este registro bem atesta. Farewell Tonic será lançado pela Trost Records no dia 3 de julho, em edição limitada e numerada de 500 cópias em vinil, além de versão digital.       
 




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*quem assina:

Fabricio Vieira é jornalista e fez mestrado em Literatura e Crítica Literária. Escreveu sobre jazz para a Folha de S.Paulo por alguns anos; foi ainda correspondente do jornal em Buenos Aires. Colaborou também com publicações como Entre Livros, Zumbido e Jazz.pt. Atualmente escreve sobre música e literatura para o Valor Econômico. É autor de liner notes para os álbuns “Sustain and Run”, de Roscoe Mitchell (Selo Sesc), “The Hour of the Star”, de Ivo Perelman (Leo Records), e “Live in Nuremberg”, de Perelman e Matthew Shipp (SMP Records)


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