terça-feira, 1 de outubro de 2019

JOHN ZORN: 10 Discos Essenciais







À espera dos concertos que John Zorn irá realizar em outubro no Brasil, selecionamos e apresentamos 10 álbuns essenciais para quem quer conhecer a obra do saxofonista...





  
Por Fabricio Vieira


Há muitos John Zorn. E muita música de variado e amplo impacto tem sido feita por Zorn desde a década de 1970. Não é simples compreendê-la ou apreciá-la em sua multiplicidade. Nascido em Nova York em 1953, Zorn tem sido uma ativa voz do avant-garde (e não só jazzístico) em mais de quatro décadas de atividade musical. Muitas dezenas de discos surgiram pelo caminho, a contar desde suas primeiras gravações, de 1973, reunidas em "First Recordings" (Tzadik, 1995). Vale lembrar que, mesmo que tenha trabalhos e parcerias importantes nos anos 70, Zorn apenas se tornaria uma figura mítica no universo da free music pelo que fez a partir dos anos 1980. É nessa década que desenvolve projetos fundamentais em sua trajetória, pelos quais seria celebrado até os dias de hoje, e é quando se torna um nome central da downtown scene, uma referência da liberdade pós-moderna que levou as barreiras dos gêneros musiciais a se dissolverem de vez. Zorn não é apenas um grande saxofonista e improvisador, que desenvolveu uma linguagem muito particular. Ele é também fundamentalmente um compositor, além de arranjador, produtor e idealizador de projetos marcantes – e não esqueçamos de sua face de “releitor”, tendo voltado sua força estética para revisitar/desconstruir artistas como Ornette Coleman, Sonny Clark, Enio Morricone, Kenny Dorham, dentre outros. E Zorn só é Zorn a partir da somatória de todas suas variadas facetas. Locus Solus, Naked City, PainKiller, Masada (e suas variantes), Dreamers, Moonchild, as Game Pieces e File Card Pieces, Hemophiliac, Bar Kokhba, Filmworks... são tantos os projetos desenvolvidos por ele nessas décadas que não é fácil acompanhar a evolução e a transformação disso tudo. Não é difícil encontrar alguém que é fã de uma fase e se empolga menos com outra. Ou mesmo que conheça bem um período e ignore outro. Mas realmente vale a pena ter uma visão mais panorâmica da arte de Zorn, vendo suas nuances, contradições e complementariedades.

Zorn vem pela terceira vez ao país para quatro apresentações no Sesc Jazz (três datas em São Paulo e uma em Santos) e é obrigatório para qualquer interessado em free music vê-lo ao vivo. Mesmo para quem já o viu em ação em alguma das duas vezes que esteve antes por aqui – em 1989, com o Naked City, e em 2012, com o Masada –, esses concertos com o New Masada são inéditos: esta é uma nova versão de seu grupo mais famoso, agora com uma formação que traz Julian Lage (guitarra), Jorge Roeder (baixo) e Kenny Wollesen (bateria). Para quem quiser ir preparando os ouvidos para o evento, selecionamos e apresentamos 10 álbuns obrigatórios pinçados na ampla discografia de Zorn (destacando títulos nos quais ele participa diretamente; lembrando que muitos registros sob a rubrica "John Zorn" trazem apenas composições/arranjos seus e não contam com ele), enfocando múltiplas possibilidades de sua música gestadas em várias épocas: um pequeno painel de sua múltipla criação, uma breve introdução a quem quer se aprofundar nesse excitante e multiestilístico cosmo sonoro.


The term jazz, per se, is meaningless to me a certain way. Musicians don’t think in terms of boxes. I know what jazz music is. I studied it. I love it. But when I sit down and make music, a lot of things come together. And sometimes it falls a little bit toward the classical side, sometimes it falls a little bit towards the jazz, sometimes it falls toward rock, sometimes it doesn’t fall anywhere, it’s just floating in limbo. But no matter which way it falls, it’s always a little bit of a freak. It doesn’t really belong anywhere. It’s something unique, it’s something different, it’s something out of my heart. It's not connected with those traditions
(John Zorn - Jazz Times, 2000)





*10 Álbuns Essenciais de JOHN ZORN*





The Big Gundown (1986)
Nonesuch 

Colagem é a palavra de ordem nessa fase de John Zorn. Aliás, a estética da colagem era algo muito caro à downtown scene. E The Big Gundown é seu trabalho mais ambicioso e bem-sucedido feito naquele momento. Uma espécie de homenagem, diálogo e releitura da música para cinema de Ennio Morricone, The Big Gundown reuniu uma heterogênea seleção de músicos, tão distintos quanto Toots Thielemans e Diamanda Galás, Big John Patton e Fred Frith, Vernon Reid e Tim Berne, além de contar com a primeira participação de Cyro Baptista em um disco de Zorn. As formações mudam de faixa a faixa, com uma consequente alteração de sonoridades e resultados, se ajustando ao clima e ao poder imagético que caracterizam cada uma das 10 peças, passando por instrumentações como 3 guitarras, cravo e bateria (“Milano Odea”) ou oboé, piano, bateria e turntables (“Battle of Algiers”) – destaque para a incrível “Metamorfosi (La Classe Operaria Va In Paradiso)”, com Galás desconcertante. Zorn também varia sua participação de um tema a outro, tocando sax, piano e cravo, além de colaborar com sua voz e cuidar dos arranjos. Essa peça pós-moderna por excelência é uma obra de estúdio, pensada e construída com rigor, com um altíssimo resultado.       




Cobra (1987)
Hat Hut 

Cobra é um dos cumes de um processo criacional de John Zorn dentro do que chamou de game pieces (vale lembrar que ele não foi o único a utilizar tal expressão). Nesses trabalhos, espécie de improvisação coletiva controlada, seu papel de regente se torna fundamental. Influenciado pela música aleatória, Zorn criou peças nas quais os músicos podem improvisar, interagir e cocriar, mas seguindo esquemas e comandos gestuais (de mão, corporais, cartazes com letras e números) para desenvolver a peça. Assim, ver essa música ao vivo (ou em vídeo) faz bastante diferença para acompanhar sua evolução e transformação. Para esta sessão, realizada em maio de 86, um extenso grupo de 14 músicos, com nomes conhecidos como Bill Frisell, Arto Lindsay, Wayne Horvitz, Zeena Parkins e Bobby Previte, foi formado para trabalhar os temas apresentados, que devem ser ouvidos sequencialmente para sua melhor apreciação. Uma versão ao vivo da experiência foi editada como bônus, tendo sido captada em outubro de 85. Em seu conjunto, as peças de estúdio e ao vivo dão um panorama bastante completo da proposta das game pieces, sendo um testemunho fundamental da estética de Zorn em desenvolvimento naquele período.





News For Lulu (1988)
hatART 
John Zorn se une a George Lewis (trombone) e Bill Frisell (guitarra) neste projeto destinado a reinterpretar temas jazzísticos menos lembrados de décadas anteriores por meio de uma via free, por uma radicalidade interpretativa bem distante dos originais. Partindo da inusitada formação, o trio cria um universo de ar jazzístico, mas radicalmente inventivo, com 17 temas registrados no Soundville Recording Studio (Suíça), em julho de 87. As peças revisitadas são oriundas do hard bop e vêm de quatro músicos: Sonny Clark, Hank Mobley, Kenny Dorham e Freddie Redd. Ouvindo como esses temas, quase todos originalmente editados pelo selo Blue Note, se transformam a partir da visão de Zorn, imagina-se o quanto provocativa foi a publicação deste disco: lembremos que à época de seu lançamento o mundo do jazz estava inebriado com o neo-classicismo de Wynton Marsalis; nada mais contrastante que as duas formas de encarar o passado jazzístico. Esse fascinante álbum tem ainda o mérito de voltar nossa atenção à obra dos artistas revisitados, nem sempre muito lembrados. News For Lulu recebeu depois uma segunda parte (“More News..., 92”), gravada ao vivo. Um maravilhoso exemplar do que poderíamos chamar de face mais jazzística de Zorn.




Spy Vs. Spy: The Music of Ornette Coleman (1989)
Elektra/Nonesuch 

Essa viagem incendiária pelo universo de Ornette Coleman conta com um quinteto especialmente forte, tanto pela sua formatação quanto pelos envolvidos: são dois saxes (John Zorn e Tim Berne), baixo (Mark Dresser) e duas baterias (Joey Baron e Michael Vatcher). Captado em agosto de 1988 no Power Station (NYC), o registro apresenta 16 faixas, breves e diretas (a maioria oscila entre 1 e 2 minutos), que ressaltam a potência e uma certa brutalidade latentes em peças de Coleman. O resultado é uma espécie de Coleman acelerado e intensificado, em uma via hardcore/grindcore, gêneros com o qual Zorn estaria cada vez mais envolvido. A opção por dois saxes (um no canal direito e outro no esquerdo) e duas baterias é fundamental para a sonoridade alcançada. A seleção de temas é variada dentro da criação de Coleman, indo desde “Chronology” e “The Disguise”, ambas do final da década de 1950, a “Feet Music” e “Space Church”, compostas já nos anos 80. Os dois saxes funcionam como vozes que se impulsionam e duelam, ora se complementando ora se contrapondo, sempre elevando a potencialidade expressiva dos sopros. Um dos discos mais fulminantes do free jazz.   





Naked City (1989/90)
Elektra/Nonesuch 

Pode-se dizer que o Naked City é um projeto que marcou época. Conquistando entusiastas tanto do free jazz quanto do rock, este projeto desenvolvido por John Zorn no fim dos anos 1980 trazia em suas fileiras instrumentistas do calibre de Bill Frisell (guitarra), Fred Frith (aqui, no baixo), Joey Baron (bateria) e Wayne Horvitz (teclados), além da participação de Yamatsuka Eye (voz). O Naked City iniciou suas atividades no palco em 1988, antes de entrar em estúdio, e, apesar de deixar um punhado de gravações, durou bem pouco: o último registro que fizeram juntos ocorreu em dezembro de 1992. No Naked City, Zorn aprofunda sua conexão com o mundo do rock, se alimentando tanto do hardcore e do grindcore quanto da surf music para colocar em pé, ao lado de elementos free jazzísticos, improvisação e noise, uma sonoridade intensa, direta e impactante. Com faixas que muitas vezes duravam menos de 1 minuto, o grupo logo se tornou uma sensação à época a ponto de protagonizar momentos como esse: o conservador Free Jazz Festival (que de “free” só tinha o nome do patrocinador), empolgado com o "hype" em torno do grupo, o trouxe ao país para fazer parte de sua edição de 1989; claro que deixou o público do evento chocado, como relatam jornais do período...





Guts of a Virgin & Buried Secrets (1991/98)
Earache 

O ano era 1991 e o baterista Mick Harris havia deixado há pouco o seminal Napalm Death. Harris, um dos criadores do grindcore, buscava novos rumos sonoros quando se uniu a John Zorn, que vinha então de um bem-sucedido projeto em que ligava o free jazz ao rock, o Naked City. Com a adição do baixista Bill Laswell, estava formado o trio PainKiller. Com faixas curtas e aceleradíssimas, em que Zorn explorava o limite dos agudos do sax alto, apoiado pelas baquetas incandescentes de Harris, o PainKiller mostrou a que veio em abril de 1991 quando gravou seu primeiro trabalho, o EP “Guts of a Virgin”. No ano seguinte, lançariam “Buried Secrets”, ambos reunidos em um único CD em 98. O PainKiller era isso: um fulminante encontro do free jazz com o grindcore e os dois registros iniciais são o melhor testemunho dessa ideia, tão potentes quanto desconcertantes – infelizmente há poucos registros em vídeo desse momento. O trio gravaria ainda “Execution Ground” (94), mas daí o som do grupo ganharia nova roupagem, com longas improvisações e adição de pinçadelas eletrônicas/samples, marcando o encerramento do projeto (Harris deixa o trio em 95, e os músicos seguiram outros rumos). Em algumas oportunidades futuras, Zorn reviveria esporadicamente o grupo (normalmente sem Harris). O último registro do PainKiller se deu em 2003, nos eventos de comemoração dos 50 anos de Zorn, tendo a presença de Laswell, Hamid Drake na bateria e Mike Patton nos vocais. Mas são de fato os dois álbuns iniciais que melhor simbolizam uma era em que Zorn estava, mais do que nunca, ligado aos extremos do rock.




The Art of Memory (1994)
Incus 

Um formato que parece agradar muito John Zorn é o duo de sax e guitarra. Desde o início de sua carreira já demonstrava isso, tendo ainda no fim dos anos 70 feito registros nesse formato em parceria com o guitarrista Eugene Chadbourne. Outros guitarristas, como Masayuki Takayanagi e Thurston Moore, assinaram registros em duo com Zorn. Mas seu principal parceiro nesse tipo de trabalho é Fred Frith. Este The Art of Memory traz oito temas em duo de sax alto e guitarra que mostram o íntimo diálogo – iniciado em meados dos anos 80 – entre os dois instrumentistas. Aqui trata-se de improvisação livre e o desenvolvimento dessa música percorre diferentes caminhos, com picos de explosões sonoras (como em “The Table”) entre silêncios e momentos contemplativos. E aqui está o interesse maior deste título: não é um álbum de intensidade e ruidosidade elevada o tempo todo, como muitos esperam quando ouvem o nome Zorn, o que nos permite apreciar outras possibilidades de sua arte – e Frith é o parceiro ideal nessa proposta. Interessante este trabalho ter sido editado em um período de transição na trajetória de Zorn, em 1994, quando sua fase mais punk saía de cena para o projeto Masada assumir protagonismo. Zorn e Frith realizaram outros encontros em duo, sendo o mais recente “Late Works” (2010).





Masada: Live in Sevilla (2000)
Tzadik 

O Masada surgiu em meados da década de 1990 e se tornou, em diferentes aspectos, o principal projeto de John Zorn. Além de seu quarteto clássico original, formado ao lado de Dave Douglas (trompete), Joey Baron (bateria) e Greg Cohen (baixo acústico), o Masada se desdobrou em diferentes subprojetos, como o Masada String Trio, formado apenas por cordas, o Electric Masada, formação mais ampla, que chegava a octeto, com adição de guitarra, teclado e percussão, e o New Masada, com quem virá ao Brasil em algumas semanas. O Masada é um projeto que faz parte da “radical new jewish music” e tem em seu estímulo primeiro o encontro entre o klezmer (gênero musical judaico não litúrgico de caráter festivo) e o jazz mais livre. Além dessas várias formações, que já renderam umas duas dúzias de discos, o Masada é um veículo fundamental de composição para Zorn, sendo que vários álbuns têm sido registrados por diferentes músicos sob o rótulo "Masada Songbook", com leituras dessas composições, tudo sempre coordenado pelo saxofonista e editado pelo seu selo Tzadik. Neste "Live in Sevilla" temos o quarteto clássico do Masada em sua plenitude, sendo uma síntese perfeita do projeto. Quando lançou este álbum, Zorn, Douglas, Cohen e Baron já tinham no currículo nada menos que 10 álbuns de estúdio editados sob o rótulo Masada (linha que começa com "Alef", em 94), além de outros importantes títulos ao vivo ("Live in Jerusalem", "Live in Taipei") feitos mundo afora. Um dos itens mais obrigatórios na discografia de Zorn.





50th Birthday Celebration: Vol. 2 (2004)
Tzadik 

John Zorn não é dos saxofonistas que mais investigaram o formato clássico do duo de sax e bateria. Então esta é uma rara oportunidade para vê-lo explorando esse esquema, imortalizado no free jazz depois que John Coltrane e Rashied Ali gravaram o icônico "Interstellar Space", em 1967. Zorn não poderia ter arrumado parceiro melhor, o genial percussionista Milford Graves, com quem explora sete temas, captados ao vivo no Tonic, em setembro de 2003, durante as comemorações de 50 anos do saxofonista. Este é um registro em que podemos ver o Zorn improvisador em sua plenitude, destilando inventivas linhas faiscantes que têm em Graves um parceiro de diálogos incrível. Zorn e Graves já haviam se apresentado assim no fim dos anos 90, mas esta foi a primeira vez que registraram oficialmente a parceria. Duo fulminanete, energy music feita com grande potência inventiva, muito mais que apenas explosão e força instrumental. Sempre mantendo clara sua dívida com a história musical, Zorn chama o primeiro tema de "Inserted Space", em referência/citação ao registro pioneiro de Trane/Ali. Ainda dentro da série "50th Birthday Celebration", podemos ouvir Zorn em outros imperdíveis momentos em duos com bateria, no caso, sob o comando de Susie Ibarra, em alguns temas do Vol. 8.
  




Interzone (2010)
Tzadik 
Quando Interzone saiu, não faltaram críticos se manifestando como sendo este o melhor título de John Zorn no século XXI. E não estavam exagerando. Interzone é um trabalho dinâmico, intenso e excitante, formado por três extensas partes e partindo do processo criacional de Zorn conhecido como “file cards”, usado por ele nos anos 80 em peças como “Spillane”. Registrado em junho de 2010 no EastSide Sound (NYC), reuniu Zorn a antigos e novos parceiros: ao lado de seu sax alto estão Marc Ribot (guitarra), Ikue Mori (eletrônicos), Cyro Baptista (percussão), John Medeski (teclados), Trevor Dunn (baixo) e Kenny Wollesen (bateria). O disco surgiu como uma homenagem aos escritores William S. Burroughs e Brion Gysin e se constrói a partir de improvisação livre e controlada, em meio a partes compostas, em um total de quase uma hora de música. Oscilando entre diferentes estilos, podemos ouvir um baixo grooveado, uma guitarra metal, elementos de world music, noise, um solo desconcertante de sax, tudo muito bem amalgamado, remetendo ao melhor do Zorn da downtown scene. Interzone soa às vezes como um retorno às raízes, mesmo com sua contemporaneidade latente, sem parecer nostálgico. Como é dito no encarte, parece que passamos por “bares decadentes, ruas marroquinas, delírios de ficção científica”, enquanto vamos ouvindo a música se desenvolver em camadas sucessivas e por vezes sobrepostas, com cortes bruscos e desconcertantes. Um pouco do melhor do Zorn contemporâneo.






*JOHN ZORN e New Masada no Brasil*



Quando: 22, 23 e 24/10, às 21h
Onde: Sesc Pompeia (Teatro)
Quanto: R$ 18 (comerciário) a R$ 60 (inteira)

Quando: 25/10, às 20h
Onde: Sesc Santos (Teatro)
Quanto: R$ 15 (comerciário) a R$ 50 (inteira)


(Live at The Greene Space, April 2009)






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*quem assina:

Fabricio Vieira é jornalista e fez mestrado em Literatura e Crítica Literária. Escreveu sobre jazz para a Folha de S.Paulo por alguns anos; foi ainda correspondente do jornal em Buenos Aires. Colaborou também com publicações como Entre Livros, Zumbido e Jazz.pt. Atualmente escreve sobre livros e jazz para o Valor Econômico. É autor de liner notes para os álbuns “Sustain and Run”, de Roscoe Mitchell (Selo Sesc), e “The Hour of the Star”, de Ivo Perelman (Leo Records)

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