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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Quinteto escandinavo 'Atomic' desembarca no país



Para quem anda ansioso à espera da próxima atração da free music (realmente a agenda anda meio devagar...), abril reserva uma visita inédita: Atomic
O quinteto escandinavo, que traz na linha de frente o genial baterista Paal Nilssen-Love, vem ao país para quatro apresentações.





Na estrada desde 2000, o Atomic já editou uma dúzia de álbuns, sendo o primeiro “Feet Music” (2001) e o mais recente “There's A Hole In The Mountain” (2013). Dentre os projetos com que Nilssen-Love está envolvido, este talvez seja o que mais exala elementos jazzísticos — não é difícil relacionar o trabalho do grupo a viva e direta herança do melhor free jazz.

Além de Nilssen-Love nas baquetas, o Atomic traz os seguintes instrumentistas:

*Ingebrigt Haker Flaten, baixo, parceiro de Nilssen-Love no The Thing;

*Fredrik Ljungkvist, saxofonista (tenor e barítono, além de tocar clarinete) que também faz parte da Territory Band, de Ken Vandermark, e da Fire! Orchestra;

*Håvard Wiik, piano, integrante do trio Free Fall (com Vandermark e Haker Flaten);

*e, para fechar o quinteto, Magnus Broo, um dos mais empolgantes trompetistas da atualidade.


O Atomic faz da interação de grupo seu ponto forte, sem abusar de passagens solísticas ou permitir que qualquer um de seus integrantes brilhe mais que os outros. Não sendo um conjunto focado na improvisação livre, o quinteto centra seu trabalho em composições próprias (a destacar nesse campo: Ljungkvist, Broo e Wiik), com muito espaço, claro, para o improviso. Uma das raras releituras que fizeram foi pescada no indie rock e pode ser encontrada no segundo disco da banda, “Boom Boom”: trata-se de uma visita a Pyramid Song, conhecida canção do Radiohead.



No site da banda, eles se definem como admiradores de ícones do jazz americano — são citados Duke Ellington, Archie Shepp, Charles Mingus e George Russell —, destacando também a importância do free jazz e do free impro europeus. Todos esses sons e referências acabam se unindo para dar corpo à particular sonoridade do quinteto.

Para quem gosta especialmente de bateria, difícil não se empolgar com a oportunidade de ver uma vez mais Nilssen-Love em ação. Nome maior em seu instrumento, o baterista engatou uma sequência de visitas ao país: em 2013, veio duas vezes, com o Frode Gjerstad Trio (março) e o The Thing (junho). Agora, teremos a oportunidade de vê-lo em outro contexto — infelizmente não haverá uma nova apresentação do The Thing neste ano, como chegou a ser aventado.





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ATOMIC em SP

Quando: 16/4 (qua), às 21h
Onde: Sesc Santos
Quanto: R$ 4 a R$ 20

Quando: 17/4 (qui), às 20h
Onde: Sesc Piracicaba
Quanto: R$ 2 a R$ 10

Quando: 19/4 (sab), às 20h
Onde: Sesc Sorocaba
Quanto: R$ 1,60 a R$ 8

Quando: 20/4 (dom), às 19h
Onde: Sesc Pompeia (SP)
Quanto: R$ 4 a R$ 20