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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Chicago Tentet (Time to say goodbye...)




Peter Brötzmann adentrou 1997 com a ideia de montar um grupo extenso para testar novas possibilidades criativas. O primeiro encontro-teste se deu ainda em janeiro daquele ano, no clube The Empty Bottle, quando o músico reuniu um novo octeto. A prova de fogo viria um pouco depois, em setembro de 97, quando, já com um tenteto agrupado, entraram em estúdio e subiram ao palco: nascia definitivamente o “Chicago Tentet”, grupo que sobreviveria até há poucos dias, quando Brötzmann decidiu que era tempo de dar o projeto por encerrado, enviando uma carta de despedida à revista Wire (abaixo).
O Chicago Tentet representava um verdadeiro all stars da free music, contando em suas fileiras com Ken Vandermark, Mats Gustafsson, Joe McPhee, Paal Nilssen-Love, Michael Zerang, Jeb Bishop, Kent Kesller, Fred Lonberg-Holm, Johannes Bauer...
Foi a estabilidade sonora alcançada pelo grupo que entediou o saxofonista alemão. “We need again and again a more adventurous spirit”, sentenciou Brötzmann ao dar seu adeus. Se todos que se julgam artistas tivessem tal inquietude, o estado da arte seria outro... Claro que é triste presenciar o fim de um grupo como este, especialmente se não teve a oportunidade de vê-los ao vivo, mas a decisão de Brötzmann é louvável por mostrar que ainda há quem mantenha o espírito criacional em potência máxima, pronto a abandonar as vias mais macias em busca de novos rumos.
E a arte não deveria ser exatamente isso, o imprevisível, o indomável, o abalo necessário?           




14 years… The Chicago Tentet
That's a long time for a 10/11 piece band. Time to say goodbye? Time to stop? For sure time to think about the future! 
There are a couple of reasons why I decided to stop it, at least for the moment. The first one is the everlasting critical economic situation, actually with no expectation for better times  – we Germans and Americans can't count on support from our cultural departments.
The second, much more important, is the music. Hanging together for such a long time – with just a couple of small changes – automatically brings a lot of routine. In general nothing against, you need it sometimes to survive, but if it gets so far that one can't exist without the other – music is over.
In 2011 with the weekends in London and Wuppertal we have reached the peak of what is possible in improvisation and communication with an immense input from all of us. For my taste it is better to stop on the peak and look around than gliding down in the mediocre fields of 'nothing more to say' bands. 
I love to work with larger ensembles and I won't say, 'That's it,' but I need a bit of time to think about some changes, the financial situation is important and in a way the financial situation forms and builds sometimes the music. Who can afford to travel with a quintet nowadays, you see what I mean?
I think the next fall will answer the question about the future of a NEW tentet.

Tokyo, 17th of November 2012

P Brötzmann
WE NEED AGAIN AND AGAIN A MORE ADVENTUROUS SPIRIT


  Chicago Tentet. Athens Creative Music Encounter, 2004. by freethejazz