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quinta-feira, 23 de julho de 2009

O Top 10 de Thurston Moore

Thurston Moore apresentou à revista Grand Royal, editada pelo pessoal do Beastie Boys, uma lista com o seu Top 10 do Free Jazz Underground (que se estendeu por 14 discos). Isso foi em 1995 e talvez o guitarrista do Sonic Youth escolhesse outros discos hoje. Mas é sempre curioso ver que tipo de som interessa a um músico como Moore. Sua lista obedeceu a um critério interessante: escolheu apenas álbuns que considerou underground (pequenos selos, tímida distribuição), ficando de fora medalhões como Albert Ayler, Coltrane e Ornette Coleman. Muitos dos discos listados por Moore nunca foram lançados em CD (!!) e outros tiveram pequenas prensagens, difíceis de serem encontradas hoje. Há tanto os discos mais ruidosos e barulhentos (como Duo Exchange, Nipples e Alabama Feeling) como os menos agressivos, mas sempre bem experimentais (caso de Nommo, Afrodisiaca e In Paris). Não reproduzirei os comentários de Moore, um pouco extensos... Quem quiser ver o que o guitarrista falou sobre cada disco, basta ir em www.saucerlike.com e procurar em “articles”.




1. DAVE BURRELL - “Echo”: gravado em 1969, o disco traz o pianista Burrel acompanhado do “who’s who” da cena free em Paris no momento: Arthur Jones, Alan Silva, Sunny Murray, Archie Shepp. Duas extensas faixas de pouco mais de 20 minutos.







2. MILFORD GRAVES & DON PULLEN - “Nommo”: registro de apresentação ao vivo de 1967, traz um longo diálogo entre a percussão de Milford e o piano de Pullen.






3. ARTHUR DOYLE Plus 4 - “Alabama Feeling”: um das melhores “dicas” de Moore. O esquecido saxofonista Arthur Doyle aparece aqui em um disco infernal, que capta seu quinteto em ação em 1977, no The Brook, um dos muitos lofts onde rolava a cena free naquela década.







4. SONNY MURRAY - “Sonny’s Time Now”: um dos primeiros bateristas totalmente free, Murray gravou esse disco em 1965, ao lado de seu antigo parceiro Albert Ayler.






5. THE RIC COLBECK QUARTET - “The Sun Is Coming Up”: o trompetista Colbeck é muito lembrado por suas gravações ao lado de Noah Howard. Como líder, vem acompanhado nesse disco de 1970 de músicos europeus, como o baixista ‘J.F.‘ Jenny-Clark e o saxofonista Mike Osborne.





6. JOHN TCHICAI AND CADENTIA NOVA DANICA - “Afrodisiaca”: o mais exótico álbum da lista. Tchicai nasceu na Dinamarca e participou da clássica sessão de “Ascension”, de Coltrane. Big band com 26 músicos. 1969.






7. RASHIED ALI and FRANK LOWE - “Duo Exchange”: um dos maiores bateristas em atividade, Ali prolonga nessa gravação de 1972, ao lado do sax de Lowe, as experiências iniciadas em “Interstellar Space”. Obrigatório.






8. PETER BROTZMANN - “Nipples”: terceiro disco de Brotzmann, que esteve no Brasil em 2008. Um dos melhores álbuns da primeira década do free; saiu em 1969. Evan Parker, Derek Bailey e Han Bennink ainda jovens. Editado em cd.






9. THE MARZETTE WATTS ENSEMBLE : o saxofonista norte-americano, morto em 1998, gravou pouco e passou temporadas distante dos palcos, sendo mais conhecido como engenheiro de som. Gravação de 1968. Segundo Moore: very hardcore.







10. MARION BROWN - “In Sommerhausen”: Marion pertence aos novatos “adotados” por Trane em meados dos 60, como Archie Shepp e Pharoah Sanders. Live in Germany, maio de 1969.







11. BLACK ARTISTS GROUP - “In Paris”: coletivo de artistas ligados a música, teatro e poesia, o BAG teve seu pico criativo entre 67 e 73. Altamente recomendado aos admiradores do The Art Ensemble of Chicago.






12. FRANK WRIGHT QUARTET - “Uhuru Na Umoja”: mais um gênio que não recebeu o devido crédito. O saxofonista Frank Wright, morto em 1990, foi um dos mais importantes nomes do jazz; autor de clássicos indiscutíveis, como Church Number Nine.






13. DR UMEZU - “Seikatsu Kojyo Iinkai”: O free tem no Japão não apenas uma terra de admiradores, mas também de instrumentistas de peso. O saxofonista Kazutoki Umezu, menos conhecido do que seu conterrâneo e contemporâneo Kaoru Abe, aparece aqui em gravação de 1975.






14. CECIL TAYLOR - “Indent”: um dos criadores do gênero, na virada dos 50 para os 60. Cecil ainda está vivo e criativo, tendo passado com seu piano por SP em 2007. Disco de 1977, solo.