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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Jazz al Sur - VII

Quem acompanha os trabalhos paralelos dos músicos de free jazz já notou intensos diálogos com as artes plásticas. Não à toa, a figura que estampa a capa do seminal “Free Jazz”, de Ornette Coleman, gravado em dezembro de 1960, é uma reprodução de um quadro de Jackson Pollock. Nada gratuito: a bifurcação free music/pintura abstrata é clara. A negação de substratos básicos de suas artes originárias (melodia/ritmo – figurativismo/representação imagética) une essas formas de expressão.


Peter Brötzmann é um caso curioso, tendo começado focado nas artes plásticas; estudou na Academia de Artes de Wuppertal, período no qual se juntou ao pessoal do grupo Fluxus e fez amizade com Nam June Paik. Mas, depois, veio a música, que se tornou seu pólo central. Todavia, às vezes temos a oportunidade de nos depararmos com trabalhos seus em capas de discos, como em “Black Hole”, do Full Blast, e “American Landscapes”, do Chicago Tentet.
Outro saxofonista, com intensa carreira de pintor, é Ivo Perelman. Na década de 90, no auge de sua vida de músico, se aventurou pelas tintas. Hoje, Ivo divide seu tempo entre as duas atividades _sax e pincel em alta rotatividade.

A primeira vez em que me deparei com o nome do argentino Roi Maciaz foi por causa de suas pinturas. Apenas depois descobri que ele tinha uma vida paralela (na realidade, ainda mais intensa) como músico. Nascido na Província de San Luis, em 1970, Maciaz tem se dedicado à free music, tendo editado uma dúzia de discos, a maioria de forma independente.









Roi Maciaz é mais conhecido por suas explorações ao saxofone, mas tem cada vez mais trabalhado com o piano. De vez em quando, testa o baixo (provável herança de sua adolescência, quando cultivava bandas de rock). Entre o free jazz e a música erudita contemporânea (ele fala muito em serialismo), emerge seu som. Desde os 90, tem assumido vários projetos (Maciaz freeOid, Desconsideración Tempestiva, Barandaacan Splendid), com os quais oscila entre o free jazz, a free improvisation e mesmo o noise. Associações com Ruben Ferrero e Hilliard Greene também estão em sua lista. Nos últimos tempos, tem tocado continuamente, em duo, com o baterista Feco Gonzalez. Esse trabalho pode ser apreciado no vídeo abaixo, em show registrado em 13 de novembro de 2009, em ‘Lalo & Cia’, San Luis (Argentina).



Para ouvir mais:
http://www.myspace.com/roimaciazfreeoid

***as pinturas em destaque são de Roi Maciaz